1.5.09

MULHER DAS ÁGUAS
Ilustração: Sidney Ramos

ANA DO MUNDO
Sidney Ramos

Contradiz o fascínio
Em exuberância.
Exigindo ânsia de andar
Nos banhos livres da natureza,
Andar na frente refletindo,
Anda Ana no mundo existindo.
Na luta política
Pela luz do sol,
Ana nos olhos de quem anda
Mergulhando a natureza da existência.
Madrugando a luz
Na ilusão das falsas riquezas.
No desatar livre de um nó,
Fonte refinando as experiências.
Eis que o sistema é híbrido
Em contraposição a resistência.
Ana alienada,
Lúcida,
Inválida,
Anda no amor,
Ana odeia andar com calor.

5 comentários:

Jessica Moraes disse...

adoro a fusão da força das palavras com a força da imagem.
um beijo

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Olha,
a palavra parada;
Luta,
por letras ocultas;
Ouça,
os versos internos
Solta,
a nudez poética;
Escreva-se,
poesia
ao menos um dia,
Seja.

(Maísa)

Desejo uma linda semana com muito amor, esperança e carinho.
Abraços.
Eduardo Poisl

Laura disse...

Olá Sidney;

Olhos são brilho
Do que a alma diz
Olhos são perfume
Das madrugadas
Quando, felizes
Do que contemplam
Acordam
E se revêem
Num olhar
De águas limpidas
ensolaradas !...

Um abraço da laura..
Tirei do meu blogue,o que fiz em resposta a este poema, não sabia de que tratava este..beijinho e um dia feliz de olhos nos olhos de quem amar...

Paulo Sempre disse...

«Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!»

( Luís Vaz de Camões)


Passei por aqui e detive-me no "abraço" do poeta.

Abraço

Paulo

Portugal

jose terra disse...

Grande Sidney, maravilha de blog este seu!Gostei bastante,principalmente das ilustrações!

josé terra